A busca morreu? Como Google, TikTok e assistentes de IA estão redesenhando o primeiro contato com as marcas

Introdução

Durante anos, a lógica foi simples: se o consumidor quer algo, ele pesquisa no Google.

Mas essa lógica está mudando.

Em 2026, a busca já não acontece apenas em buscadores tradicionais. Ela acontece no TikTok, no Instagram, em marketplaces, em apps, no YouTube, em assistentes de IA e até em conversas com agentes digitais.

O Google também está se reinventando. Em seu I/O 2026, a empresa anunciou avanços importantes em Search com agentes de IA, respostas visuais e interativas, além de novas experiências com Gemini. Segundo a Reuters, o Google afirmou que os AI Overviews já atendem 2,5 bilhões de usuários, enquanto o Gemini alcança 900 milhões de usuários mensais.

Isso muda completamente a disputa pela atenção.

A busca virou uma conversa

Antes, o consumidor digitava:

“melhor tênis para corrida”

Agora, ele pode perguntar:

“qual tênis faz sentido para eu correr 5 km três vezes por semana, com pisada neutra e orçamento até R$ 500?”

Essa mudança transforma a busca em uma conversa mais longa, mais consultiva e mais mediada por algoritmos.

A marca não precisa apenas aparecer no ranking.

Ela precisa ser compreendida, recomendada e lembrada pelos sistemas que organizam a informação.

O novo SEO é ser legível para humanos e máquinas

A Kantar aponta em suas tendências de marketing para 2026 que decisões de compra serão cada vez mais mediadas por IA generativa e agentes, que podem recomendar marcas e conteúdos. O relatório também destaca a importância de Generative Engine Optimization, ou GEO, para que marcas sejam citadas, compreendidas e priorizadas por modelos de IA.

Isso significa que conteúdo de marca precisa ser:

  • Claro
  • Estruturado
  • Confiável
  • Atualizado
  • Fácil de ser encontrado
  • Relevante para diferentes momentos da jornada

Não basta produzir conteúdo bonito.
É preciso produzir conteúdo que sistemas consigam interpretar.

O impacto para mídia programática

Se a busca está se fragmentando, a mídia também precisa acompanhar esse movimento.

Hoje, a intenção de compra pode nascer em:

  • Uma pesquisa no Google
  • Um vídeo no TikTok
  • Uma recomendação de IA
  • Uma busca dentro de marketplace
  • Uma conversa sobre produto perto do celular
  • Um review no YouTube
  • Um conteúdo em app de nicho

É por isso que soluções como Search Target se tornam ainda mais relevantes.

A proposta não é disputar apenas a página de resultado.
É impactar o usuário depois que ele demonstrou intenção em qualquer lupa do mobile, seja em marketplaces, apps, redes sociais, buscadores ou plataformas de conteúdo.

A disputa agora é pelo antes, durante e depois da busca

A jornada pode ser dividida em três momentos:

1. Antes da busca

O consumidor ainda não pesquisou, mas já foi impactado por um assunto, conversa, conteúdo ou necessidade.

Aqui entram campanhas contextuais, App/Web Behavior, geolocalização e palavras-chave faladas próximas ao celular.

2. Durante a busca

O consumidor demonstra intenção ativa.

Aqui entram Search Target, mídia contextual e presença em conteúdos relacionados.

3. Depois da busca

O consumidor compara, amadurece e decide.

Aqui entram retargeting, Store Visit, Rich Media e reforço de marca.

O que muda para as marcas

Marcas que dependem apenas de busca paga tradicional podem perder parte da jornada.

A decisão não começa mais em um único lugar.

Ela se espalha entre telas, apps, vozes, conteúdos e algoritmos.

Por isso, campanhas precisam ser pensadas como ecossistemas de intenção.

Conclusão

A busca não morreu.

Ela se multiplicou.

E quando a busca se espalha, a marca precisa estar presente em mais pontos da jornada, com mais contexto e mais inteligência.

Em 2026, vencer não é apenas aparecer quando alguém pesquisa.

É ser lembrado antes da pergunta e escolhido depois da resposta.