Mídia programática mobile: guia de formatos, dados e métricas

Mídia programática mobile é a compra automatizada de anúncios em aplicativos e sites acessados pelo celular. Em vez de negociar com cada app, o anunciante define o público e o objetivo, e uma DSP compra cada impressão em tempo real, usando sinais próprios do smartphone, como localização, apps usados e horário, para decidir quem deve ver o anúncio e em que momento.

É a forma de usar a tela que fica o dia inteiro com o consumidor, inclusive quando ele está fora de casa, no trajeto, na loja ou no evento.

Como a mídia programática mobile funciona

A lógica é a mesma da mídia programática em geral, com três diferenças importantes:

  • Apps além de sites: boa parte do tempo no celular é gasto em aplicativos. A compra in-app acontece por meio de SDKs e exchanges que conectam esses apps à DSP.
  • Identificador do dispositivo: no lugar de cookies, o mobile usa identificadores de publicidade do aparelho, que o usuário pode limitar nas configurações. Por isso, o contexto e os dados próprios ganham peso.
  • Localização: com consentimento, o celular informa onde a pessoa está ou por onde passou. Isso permite campanhas por bairro, raio de loja, evento ou rota.

Formatos de anúncio no celular

FormatoComo apareceBom para
Banner padrãoFaixa no topo ou rodapé da tela, como 320×50, ou retângulo 300×250Frequência e alcance com custo baixo
IntersticialTela cheia entre uma ação e outra no appImpacto alto e lembrança de marca
NativoAnúncio com a aparência do conteúdo do app ou siteLeitura e cliques com menos rejeição
Rich mediaAnúncio interativo, com animação, carrossel, mapa ou jogoEngajamento e tempo de atenção
VídeoVídeo dentro do app, do site ou do conteúdo em streamingContar uma história e medir visualização completa

Veja exemplos dos formatos padrão e rich media da OPL Digital.

Dados e segmentação no mobile

O celular permite combinar sinais que o desktop não oferece. Os mais usados são:

  • Geolocalização: impactar quem está ou esteve perto de uma loja, de um concorrente ou de um evento. Saiba mais sobre marketing de geolocalização.
  • Comportamento em apps: categorias de aplicativos instalados e usados, como finanças, corrida, delivery ou games, indicam interesses e momentos de vida.
  • Contexto: o conteúdo que a pessoa está vendo agora. A publicidade contextual voltou a ganhar espaço porque não depende de identificar o usuário.
  • Dados próprios da marca: listas de clientes e visitantes, usadas com consentimento e de forma segura, inclusive em clean rooms.
  • Momento: dia da semana, horário, clima e datas especiais.

Cruzar esses sinais é o que se chama de hipersegmentação: chegar a grupos pequenos e com mais chance de responder à mensagem. Tudo isso precisa respeitar a LGPD, com dados coletados com consentimento ou usados de forma anonimizada.

Mobile como ponte entre o online e o mundo físico

Como o celular acompanha a pessoa fora de casa, ele conecta canais que antes não conversavam:

  • Mídia exterior: impactar no celular quem passa por painéis, metrô e pontos de ônibus, estendendo a campanha de rua para a tela. É a proposta do mobile out of home (MDOOH). Veja também o guia de DOOH.
  • Loja física: anunciar para quem está perto da loja e medir quantas pessoas impactadas visitaram a unidade depois. Entenda como medir visitas à loja.
  • TV e áudio: sincronizar anúncios no celular com o que passa na TV ou no rádio, e anunciar em áudio digital. Veja TV conectada e áudio marketing.

Como medir resultados

  • Viewability: se o anúncio teve chance real de ser visto. Pelo padrão do IAB e do MRC, um display é visível quando 50% dele fica na tela por 1 segundo seguido. Saiba mais sobre viewability.
  • Alcance e frequência: quantas pessoas viram o anúncio e quantas vezes cada uma.
  • VTR: a taxa de visualização completa dos vídeos.
  • Cliques e CTR: úteis para tráfego, mas pouco confiáveis sozinhos no mobile, onde há cliques acidentais.
  • Visitas à loja: quantas pessoas impactadas foram a uma unidade, comparadas com quem não foi impactado.
  • Conversões no site ou app: cadastros, downloads e compras, quando a mensuração está bem configurada.

Quando o mobile deve liderar a estratégia

  • Quando o objetivo depende de onde a pessoa está, como varejo, restaurantes, concessionárias, eventos e shopping centers;
  • Quando o público é difícil de alcançar na TV aberta, como jovens e profissionais em trânsito;
  • Quando a marca precisa de alcance nacional com segmentação regional;
  • Quando há uma ação no mundo físico, como mídia exterior, patrocínio ou loja, e você quer prolongar o contato no celular.

Sobre a OPL Digital

A OPL Digital é uma AdTech brasileira de mídia programática mobile e omnichannel, fundada em 2015 em São Paulo, com DSP e DMP próprias. Alcançamos 191 milhões de usuários únicos no Brasil, com mais de 24.350 campanhas e 2.900 clientes atendidos. Conheça a OPL Digital, veja os cases ou fale com um especialista.

Perguntas frequentes

O que é mídia programática mobile?

É a compra automatizada de anúncios em aplicativos e sites acessados pelo celular, feita em tempo real por uma DSP, usando sinais como localização, uso de apps e contexto para escolher quem vê cada anúncio.

Qual a diferença entre mídia mobile e mídia programática mobile?

Mídia mobile é qualquer anúncio no celular, inclusive comprado diretamente de um app. Mídia programática mobile é a compra automatizada, impressão por impressão, em vários apps e sites ao mesmo tempo.

A mídia programática mobile usa cookies?

Em apps, não. O mobile usa o identificador de publicidade do aparelho, que o usuário pode limitar, além de contexto, localização com consentimento e dados próprios da marca.

Como medir se a campanha mobile trouxe clientes para a loja?

Com mensuração de visitas à loja: a plataforma compara quantas pessoas impactadas pelo anúncio visitaram a unidade com um grupo parecido que não foi impactado.