Quanto custa mídia programática? Modelos de cobrança e como calcular a verba

O custo da mídia programática depende do modelo de cobrança (por mil impressões, por clique ou por visualização), do público que você quer atingir, do formato do anúncio e do inventário escolhido. Não existe tabela única: o preço de cada impressão é definido em um leilão em tempo real. O que dá para fazer é entender como cada fator pesa e calcular a verba a partir do resultado que você precisa.

Como a mídia programática é cobrada

Na mídia programática, a compra acontece por leilão: a cada vez que alguém abre um site ou app, a DSP avalia o perfil dessa pessoa e dá um lance pelo espaço. O anunciante, por sua vez, costuma contratar a campanha em um destes modelos:

ModeloVocê paga porMais usado para
CPM (custo por mil)Cada mil impressões entreguesAlcance, lembrança de marca e mídia mobile
CPC (custo por clique)Cada clique no anúncioTráfego para site ou app
CPV / CPCVCada visualização (ou visualização completa) de vídeoVídeo, TV conectada e streaming
CPA / CPLCada ação, como cadastro ou compraPerformance, quando há volume e mensuração confiável

O CPM é o modelo mais comum, porque é a unidade em que o leilão acontece. Para comparar campanhas que usaram modelos diferentes, o mercado usa o eCPM, o custo efetivo por mil impressões. Se quiser entender melhor a cobrança por clique, veja o nosso guia sobre CPC.

O que faz o preço subir ou cair

  • Segmentação: quanto mais específico o público, maior a disputa por cada impressão. Um público de executivos de uma cidade custa mais que o público geral do país. Em troca, a mensagem chega a quem importa e o desperdício cai.
  • Dados usados: dados de terceiros e dados de comportamento, como localização e uso de apps, podem ter custo próprio. AdTechs com DMP própria costumam incluir esses dados no CPM.
  • Formato: vídeo, rich media e TV conectada custam mais por impressão que um banner padrão, mas também prendem mais a atenção. Conheça os formatos de mídia digital.
  • Inventário: sites e apps premium, com curadoria e viewability alta, custam mais que o inventário aberto. Acordos privados (deals) garantem esse inventário a um preço negociado.
  • Época do ano: Black Friday, Natal e Dia das Mães aumentam a disputa por impressões e o preço sobe. Planejar com antecedência ajuda.
  • Volume e duração: campanhas com mais tempo de veiculação dão espaço para otimização e costumam reduzir o custo por resultado ao longo dos dias.

Como calcular a verba da sua campanha

O jeito mais seguro é começar pelo objetivo e fazer a conta de trás para frente. As fórmulas básicas são:

  • Verba em CPM = (impressões desejadas ÷ 1.000) × CPM
  • Impressões = alcance (pessoas) × frequência (vezes que cada pessoa vê o anúncio)
  • Verba em CPC = cliques desejados × CPC

Exemplo ilustrativo

Uma rede de lojas quer impactar 200 mil pessoas que moram perto das suas unidades, com uma frequência de 5 anúncios por pessoa ao longo de um mês. São 1 milhão de impressões. Com um CPM hipotético de R$ 20, a verba de mídia seria de R$ 20 mil (1.000.000 ÷ 1.000 × R$ 20). Se a mesma campanha usasse vídeo, com CPM mais alto, a verba subiria, ou o alcance cairia para a mesma verba.

Os valores acima servem só para mostrar a conta. O CPM real depende do público, do formato e do inventário, e é definido no planejamento da campanha.

O que costuma estar incluído no preço

Ao comparar propostas, verifique se o valor inclui todas as camadas, e não só a mídia:

  • Mídia (o valor pago pelas impressões no leilão);
  • Tecnologia (uso da DSP e das ferramentas de verificação);
  • Dados de segmentação;
  • Operação: planejamento, configuração, otimização diária e relatórios;
  • Mensurações especiais, como visitas à loja ou pesquisa de lembrança de marca.

Propostas com CPM muito abaixo da média merecem atenção: podem usar inventário de baixa qualidade, ter viewability baixa ou cobrar dados e operação à parte.

Como pagar menos por resultado

  • Escolha a métrica certa: se o objetivo é venda na loja física, medir só cliques leva a decisões erradas. Visitas à loja e hipersegmentação mostram melhor o retorno.
  • Controle a frequência: mostrar o mesmo anúncio dez vezes para a mesma pessoa aumenta o custo sem aumentar o resultado.
  • Teste criativos: dois ou três criativos por campanha deixam a otimização escolher o que funciona.
  • Use dados de qualidade: um público bem definido custa mais por impressão, mas reduz o desperdício.
  • Dê tempo à campanha: os primeiros dias servem para aprender. Cortar cedo demais encarece o resultado.

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A OPL Digital é uma AdTech brasileira de mídia programática mobile e omnichannel, fundada em 2015 em São Paulo, com DSP e DMP próprias. Com mais de 24.350 campanhas realizadas, montamos o plano a partir do seu objetivo e mostramos, antes de começar, quanto alcance e qual resultado esperar para cada verba. Fale com um especialista ou veja como escolher entre agência ou empresa de mídia programática.

Perguntas frequentes

Qual é a verba mínima para fazer mídia programática?

Depende do parceiro e do objetivo. Mais importante que a verba mínima é ter volume suficiente para a campanha aprender e otimizar: verbas muito pequenas espalhadas em muitos públicos dão pouco resultado.

Mídia programática é mais cara que Google Ads?

Não dá para comparar só pelo preço. O Google Ads cobra principalmente por clique em buscas e no inventário do Google. A mídia programática compra impressões em milhares de sites, apps e telas, com outros objetivos, como alcance, lembrança de marca e visitas à loja.

O que é CPM na mídia programática?

É o custo por mil impressões, a unidade mais usada para comprar e comparar mídia programática. Se o CPM é R$ 20, cada mil vezes que o anúncio aparece custam R$ 20.

O que deixa a mídia programática mais cara?

Públicos muito específicos, formatos como vídeo e TV conectada, inventário premium, dados de terceiros e datas de alta demanda, como Black Friday e Natal.